EVANGÉLICO NÃO, CRISTÃO


Lembro-me que quando era criança palavras como "crente" ou "evangélico" eram-me tão familiares, tão reconfortantes de ouvir. Já adulto, ouvir essas palavras ainda soavam-me bem aos ouvidos, mas não com a mesma "vibração" de quando menino; isso por causa do constante surgimento de "novidades" um tanto quanto estranhas nas igrejas evangélicas. Não que na minha infância não existiam tais "novidades" mas, menos. Entretanto, com o passar do tempo, ouvir as palavras "crente" e "evangélico" começaram a me causar um certo incomodo por conta do histórico do movimento "manchado" que essas palavras carregam, repleto de heresias inseridas, esquisitices cometidas, ignorância bíblica, e a péssima conduta dos crentes e/ou evangélicos. 

Atualmente, não gosto de ser chamado de "crente" ou "evangélico", pois traz o "rótulo" de uma pessoa idiota, hipócrita, intolerante, etc. (são muitos os adjetivos possíveis). Além de passar a falsa impressão de que faço parte e apoio as "aberrações" vigentes.
Não quero dizer com isso que "estou rompendo com as igrejas evangélicas", não sou tão "radical" como o Ricardo Gondim. Porém, é cada vez mais evidente que as "doutrinas e costumes" adotados por muitas igrejas, estão causando uma certa "divisão" entre os que apoiam e os que criticam tais "mudanças". Estou entre os "críticos", que acreditam que as igrejas evangélicas (não todas, mas a maioria) estão sofrendo uma "mutação" e desvirtuando-se da Igreja de Cristo.

Prefiro ser chamado de "cristão", por dois motivos. Primeiro, por ser bíblico: "em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos." (Atos 11.26). E segundo, pelo sentido da palavra (de origem grega) que quer dizer "pequeno Cristo", significando que o cristão é um "imitador" de Cristo, ou seja, alguém que segue os ensinamentos de Jesus. A palavra está mais relacionada com a pessoa de Cristo do que com a religião que Ele "representa", até porque, a nossa religião tem que ser Jesus (isso é assunto para ser desenvolvido em um próximo artigo).
E não ache que estou sozinho. Não sou o único que pensa assim, existem outros "críticos" (ou inconformados) que também preferem se denominar "cristãos", por não se identificarem muito com os "evangélicos" atuais. Esses cristãos não aceitam que a Igreja (que os apóstolos edificaram e os reformadores trouxeram de volta a pureza) passe por essa situação e clamam por uma Nova Reforma.

One Response so far.

  1. Muito verdadeira esta mensagem.
    hoje vivenciei isto no caminho de casa, eu disse ao motorista da Van que era crente e ele disse: Pelo que te conheço, dona Beth, a senhora é cristã e não crente. Crente qualquer um pode ser.

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