INOVAÇÃO OU RENOVAÇÃO?
A Igreja vem caracterizando-se, aqui no Brasil, pelas inovações que surgem a cada dia. É comum em meio a essas novidades, extravagâncias como: tocar shofar, entrar descalço na igreja (é igreja ou restaurante japonês?), pontos de contato (lembram mais as relíquias do catolicismo medieval); milagre do emagrecimento, aparição de dente de ouro na boca (virou SPA, clínica dentária), aparição de pó dourado nas mãos, cruzar as mãos e não conseguir mais descruzar (qual o objetivo disso tudo?), milagreiros que nunca falham.Decorações e pouca iluminação na igreja (parecendo mais um salão de baile) para realização de shows gospel, raves, baladas, com a “desculpa” de que são “estratégias evangelísticas” (interessante que apenas a minoria dos que vão a esses eventos não são convertidos, onde está o evangelismo então? Necessitamos disso para segurar nossos jovens nas igrejas?); campanha das causas impossíveis, das sete chaves, da virada da minha vida, de Manassés, dos sonhos de José (acaba uma campanha começa outra, no dia em que parar com as campanhas igrejas esvaziarão); títulos honoríficos de bispo, bispa, apóstolo, etc. (ser apenas pastor não é o bastante). A lista de aberrações é extensa...
Para esse evangeliquês a mensagem da Cruz é maçante, o sangue de Cristo não é suficiente, o Cristianismo necessita de um algo a mais para ficar atrativo, um upgrade, caso contrário irá a “decadência”. A Igreja não precisa de inovação, mas de renovação. Inovar é introduzir algo novo, renovar é restaurar o que outrora era novo. Não precisamos acrescentar mais nada ao Evangelho, mas constantemente renovar a Nova Aliança (Lc 22.20, 2Co 3.6, Hb 12.24) feita com Deus por intermédio de Jesus. Analisando a Bíblia, descobrimos nos grandes avivamentos ocorridos nos tempos de Ezequias (2Cr 29-31), Josias (2Rs 22-23, 2Cr 34-35), Esdras e Neemias (Ne 8-10), pelo menos dois fatores em comum: a leitura das Escrituras Sagradas e a renovação da aliança com Deus. Eles não usaram novos métodos de adoração a Deus, mas voltaram a adorá-Lo como faziam antigamente e por causa disso houve um verdadeiro avivamento. A Bíblia diz em Lamentações 5.22:
“Restaura-nos para ti, SENHOR, para que voltemos; renova os nossos dias como os de antigamente” (NVI)
O profeta Jeremias não pediu para que Deus trouxesse algo novo, mas que renova-se o povo de Israel, ou seja, que os seus dias atuais voltassem a ser como antigamente. Para a Igreja olhar para o seu futuro, ela não pode esquecer o seu passado. Até não muito tempo atrás se combatia esses modismos e se lutava pela permanência na sã Doutrina (embasada na Bíblia e não na invencionice de homens). Recentemente a Sociedade Bíblica fez um levantamento de que 50% dos pastores, em São Paulo, nunca leram a Bíblia toda pelo menos uma vez. Logo, como deixaremos de ter cristãos “meninos na fé” se os ensinadores têm um conhecimento apenas superficial do Evangelho (no qual foram constituídos líderes)? Eis o meu manifesto à liderança da Igreja brasileira para que reavalie seus princípios e volte-se à simplicidade do Evangelho, volte-se à Bíblia, volte-se à Cristo e haja uma renovação.
*Artigo também reproduzido no site ministeriochamas.com.br na parte de estudos.
*Artigo também reproduzido no site ministeriochamas.com.br na parte de estudos.
