O NATAL DE CRISTO
Aproximamo-nos do Dia de Natal, mas o porquê ele existe? Será que é por causa do Papai Noel (que na verdade é um santo católico, São Nicolau)? Não. O Natal é a comemoração do dia natalício (nascimento) de Jesus Cristo. Mas Ele nasceu no dia 25 de dezembro? Não. Então por que foi escolhida essa data? Para descobrirmos devemo-nos voltar à Antiguidade Tardia.
Desde o ano 313 d.C., ano em que o imperador Constantino promulgou o Édito de Milão concedendo legitimidade ao culto cristão, iniciou-se (por parte da Igreja) a erradicação do politeísmo greco-romano, intensificando-se no ano de 380 d.C., ano em que o imperador Teodósio estabeleceu o cristianismo como a religião oficial do Império Romano. Por intermédio da imposição (devido ao fato de a Igreja ter agora ao seu lado o Estado e os temidos exércitos romanos) os súditos passaram a cultuar o Deus cristão, templos à entidades pagãs tiveram suas estatuas destruídas e tonaram-se igrejas (das quais algumas ainda existem), e muitas festividades do paganismo foram cristianizadas. Uma dessas celebrações era a Saturnália, festa anual dedicada ao titã Saturno (Cronos para os gregos), pai de Júpiter (Zeus para os gregos). Segundo a mitologia, Saturno fora a divindade suprema e governante da Idade de Ouro (época primordial em que a humanidade e a natureza desfrutavam de paz, harmonia, fartura e prosperidade).
A festividade realizava-se de 17 a 23 de dezembro e era marcada por orgia generalizada e depravação social. Para extirpar essa festa os líderes da Igreja instituíram em seu lugar outra comemoração no dia 25 do mesmo mês, em memória ao dia do nascimento do "fundador" de sua "religião", Jesus. Surgiu então a comemoração ao dia natalício de Jesus, o Dia de Natal. Sabe-se que informalmente o Natal já há bastante tempo era comemorado por muitos cristãos, mas não no dia 25 e nem em dezembro; sendo assim, o Natal foi, na verdade oficializado e passou a ser no dia 25 de dezembro para (como já dissemos) extinguir a Saturnália, uma das principais festividades do panteão greco-romano.
Desde o ano 313 d.C., ano em que o imperador Constantino promulgou o Édito de Milão concedendo legitimidade ao culto cristão, iniciou-se (por parte da Igreja) a erradicação do politeísmo greco-romano, intensificando-se no ano de 380 d.C., ano em que o imperador Teodósio estabeleceu o cristianismo como a religião oficial do Império Romano. Por intermédio da imposição (devido ao fato de a Igreja ter agora ao seu lado o Estado e os temidos exércitos romanos) os súditos passaram a cultuar o Deus cristão, templos à entidades pagãs tiveram suas estatuas destruídas e tonaram-se igrejas (das quais algumas ainda existem), e muitas festividades do paganismo foram cristianizadas. Uma dessas celebrações era a Saturnália, festa anual dedicada ao titã Saturno (Cronos para os gregos), pai de Júpiter (Zeus para os gregos). Segundo a mitologia, Saturno fora a divindade suprema e governante da Idade de Ouro (época primordial em que a humanidade e a natureza desfrutavam de paz, harmonia, fartura e prosperidade).
A festividade realizava-se de 17 a 23 de dezembro e era marcada por orgia generalizada e depravação social. Para extirpar essa festa os líderes da Igreja instituíram em seu lugar outra comemoração no dia 25 do mesmo mês, em memória ao dia do nascimento do "fundador" de sua "religião", Jesus. Surgiu então a comemoração ao dia natalício de Jesus, o Dia de Natal. Sabe-se que informalmente o Natal já há bastante tempo era comemorado por muitos cristãos, mas não no dia 25 e nem em dezembro; sendo assim, o Natal foi, na verdade oficializado e passou a ser no dia 25 de dezembro para (como já dissemos) extinguir a Saturnália, uma das principais festividades do panteão greco-romano.
Qual será então a verdadeira data do nascimento de Jesus? A Bíblia nos dá algumas "pistas" para que por inferência cheguemos aproximadamente à possível data do nascimento de Jesus.
Primeiramente ressaltamos que, para chegarmos a tal data, devemos "lançar mão" ao calendário hebreu, que é lunar (baseado nos ciclos da Lua), diferente do nosso, o calendário gregoriano, que é solar (baseado nos movimentos do Sol). Além disso, o calendário hebreu é, grosso modo, dividido em dois, um religioso e outro civil; o primeiro inicia no mês de abibe (ou nissan), já o segundo inicia nos mês de etanim (ou tishrei). Ainda mais, os meses são truncados com relação ao nosso calendário. Exemplificando: o mês de abibe inicia na segunda quinzena de março e finda na primeira quinzena de abril.
Pois bem, para continuarmos a "contagem" faremos menção à concepção de João Batista. A Bíblia diz que Zacarias (pai de João Batista) era sacerdote (Lc 1.5,8,9) da ordem de Abias:
"Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era Isabel." (Lc 1.5)
Os sacerdotes foram repartidos pelo rei Davi em 24 turnos ao ano (1Cr 24, o ano usado nessa passagem é o religioso), ou seja, cada sacerdote deveria ministrar no Templo de Jerusalém durante 15 dias no ano, 2 turmas por mês, uma a cada quinzena, 24 no total dos 12 meses.
Fazendo a conta a partir do começo do ano (lembrando que o primeiro mês do ano religioso hebreu é abibe, da segunda quinzena de março até a primeira quinzena de abril), pode-se afirmar que Zacarias ministrava na segunda metade do mês de tamuz, na primeira quinzena de julho. No acontecimento em que o anjo Gabriel aparece a Zacarias, anuncia-lhe que sua esposa irá conceber e ele emudece, é no período em que Zacarias estava ministrando no Templo, exercendo na ordem de sua turma (primeira quinzena de julho). Acabando o tempo de exercer o seu sacerdócio, Zacarias volta para casa (Lc 1.23), poucos dias depois Isabel, sua esposa, engravidou (Lc 1.24). Isso ocorreu na segunda quinzena de julho (primeira metade do mês abe), 9 meses depois nasceu João Batista, entre a segunda quinzena de março e a primeira quinzena de abril (no mês de abibe). Jesus era 6 meses mais novo que João, é o anjo Gabriel quem confirma isso quando ele aparece a Maria para anunciar que ela iria conceber a Jesus:
"a sétima, a Hacoz; a oitava, a Abias;" (1Cr 24.10)
"E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril." (Lc 1.36)
Sendo assim, 6 meses após o nascimento de João, nasce Jesus, entre a segunda quinzena de setembro e a primeira quinzena de outubro (no mês de etanim).
Outra "pista" que a Bíblia nos dá, é a forma como o Apóstolo João se expressa ao falar sobre a encarnação de Cristo:
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1.14)
O termo habitou, no grego é ESKENOSEN, que significa "tabernaculou", ou seja, habitou num tabernáculo (um corpo humano) temporariamente. Os israelitas tem uma festividade chamada Festa dos Tabernáculos, em que (por 7 dias) eles habitam temporariamente em tabernáculos (um tabenáculo é uma espécie de tenda). Possivelmente essa celebração seja uma analogia da parte de Deus de como seria a vinda do Salvador. Interessante é que a Festa dos Tabernáculos ocorre na segunda metade do mês de etanim (do dia 15 ao 22), justamente o mesmo mês que (segundo a nossa "conta") Jesus teria nascido, permitindo-nos deduzir que talvez Jesus tenha nascido na primeira quinzena de outubro.
Mas se o Natal não é no dia 25 de dezembro, então não devemos comemorá-lo? Se o seu objetivo, ao festejar o Natal, é celebrar o nascimento de Jesus Cristo, não há o porquê não celebrá-lo. Afinal, se Ele morreu por nós, foi porque um dia Ele nasceu e temos motivos para comemorar tanto a morte (a Santa Ceia) como nascimento do Salvador do Mundo. E se é celebrado comumente no dia 25 de dezembro, pois a data exata não se sabe, por que não comemorar nessa data? Além do mais, é uma ótima oportunidade para evangelizar, ensinar o verdadeiro sentido do Dia de Natal (que é festejar o nascimento de Cristo) e desmentir todo esse sincretismo acrescido ao longo dos séculos, como é o caso da imagem do tal Papai Noel, que na verdade tem por objetivo ofuscar e usurpar o louvor a Cristo Jesus. Celebre o Natal, celebre o nascimento de Jesus.
Desejo a todos um feliz Natal cristocêntrico!
